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Como escolher bem os equipamentos para valorizar cada ambiente da casa

Escolher os equipamentos para a casa não se resume a selecionar objetos bonitos. Cada aparelho, cada luminária, cada sistema de ventilação participa…

Femme examinant des échantillons de matériaux et de tissus pour choisir les équipements de sa maison dans un salon scandinave épuré

Escolher os equipamentos para a casa não se resume a selecionar objetos bonitos. Cada aparelho, cada luminária, cada sistema de ventilação contribui tanto para o conforto diário quanto para a eficiência energética da habitação. Desde a portaria de 11 de junho de 2026, o diagnóstico de desempenho energético (DPE) integra a parte de energias renováveis produzidas no local e a capacidade da habitação de reagir a sinais externos como o controle ou o alívio de carga. A escolha dos equipamentos, peça por peça, tem, portanto, consequências diretas sobre a classe energética, o valor de revenda e a possibilidade de alugar a médio prazo.

Desempenho energético e equipamentos: o que muda com o DPE reformado

Antes de pensar na decoração, é preciso entender uma nova restrição. O DPE em sua versão aplicável a partir de 2027 se torna muito mais detalhado sobre a natureza dos equipamentos instalados. Um radiador elétrico de inércia controlado por um termostato conectado não é mais avaliado da mesma forma que um convetor clássico.

As habitações aquecidas a eletricidade mudam de status nesse novo cálculo. Um aquecimento elétrico eficiente combinado com um bom isolamento pode agora alcançar uma classe energética adequada, onde a antiga tabela o penalizava sistematicamente. A escolha de um equipamento modifica a classe energética da habitação, o que vai muito além da questão estética.

Ao percorrer os equipamentos no iDéco Maison, percebe-se rapidamente que os fabricantes estão cada vez mais integrando a dimensão controlável em suas linhas: radiadores conectados, iluminação com variação automática, ventilação higrorregulável. Esses produtos atendem à dupla exigência de conforto e conformidade regulatória.

Iluminação peça por peça: adaptar a temperatura de cor ao uso

Homem em showroom de cozinha comparando puxadores e acessórios em latão escovado para equipar sua cozinha moderna

A iluminação é o equipamento que transforma mais radicalmente a atmosfera de um espaço, por um custo relativamente baixo. A chave está em um conceito técnico simples: a temperatura de cor, medida em kelvins.

Uma luz quente (em torno de 2.700 K) é adequada para a sala de estar e o quarto. Ela favorece o relaxamento e dá aos materiais naturais (madeira, linho, terracota) um aspecto mais acolhedor. Uma luz neutra (3.500 a 4.000 K) funciona melhor na cozinha e no banheiro, onde a precisão visual é importante para cozinhar ou se maquiar.

  • Sala de estar: priorizar uma iluminação indireta (apliques de parede, luminárias ajustáveis) com uma fonte principal dimmerizável para modular a intensidade de acordo com o momento do dia
  • Cozinha: combinar um plafon com luz neutra para a bancada e spots sob os móveis altos, verificando se o índice de reprodução de cores (IRC) supera 80 para ver os alimentos em suas verdadeiras tonalidades
  • Banheiro: optar por luminárias classificadas no mínimo IP44 (norma de estanqueidade obrigatória nas proximidades de pontos de água) com uma luz neutra a fria ao redor do espelho
  • Quarto: uma luminária de parede com braço articulado substitui vantajosamente a lâmpada de cabeceira e libera a mesa de cabeceira

Uma boa iluminação depende de pelo menos duas fontes de luz por peça, em alturas diferentes. Uma única suspensão central achata os volumes e cria zonas de sombra pouco lisonjeiras.

Móveis e arranjo da sala de estar: pensar na circulação antes da estética

A sala de estar concentra frequentemente os erros de arranjo mais custosos. Um sofá muito grande para o ambiente, uma mesa de centro que bloqueia a passagem, um móvel de TV mal proporcionado. Antes de escolher um estilo, é preciso medir o espaço de circulação.

A regra prática: manter pelo menos 60 cm de passagem livre entre cada móvel. Abaixo disso, o ambiente parece sobrecarregado mesmo com poucos móveis. Acima de 90 cm, o espaço parece vazio e pouco acolhedor.

Casal em estúdio de design comparando azulejos e equipamentos de banheiro para renovar seu interior

A escolha dos materiais dos móveis tem um impacto direto na manutenção e durabilidade. Um sofá em tecido bouclé resiste melhor ao atrito do que um veludo liso, mas acumula mais poeira. A cobertura de um sofá deve ser escolhida de acordo com o estilo de vida, não segundo a tendência. Um lar com crianças pequenas ou animais de estimação se beneficia ao priorizar capas removíveis e laváveis na máquina.

Para os armazenamentos, os móveis fechados (buffets, cômodas) mantêm uma aparência ordenada com menos esforço do que as prateleiras abertas. As prateleiras abertas, por outro lado, permitem expor alguns objetos escolhidos e ampliam visualmente o ambiente se não estiverem sobrecarregadas.

Ventilação e conforto térmico: os equipamentos que não vemos

Os equipamentos mais determinantes para o conforto de um ambiente são frequentemente invisíveis. A ventilação faz parte disso. Uma VMC (ventilação mecânica controlada) higrorregulável adapta seu fluxo à taxa de umidade de cada ambiente. No banheiro, ela acelera após um banho. Nos quartos, mantém uma renovação de ar suficiente durante a noite.

Uma ventilação inadequada degrada tanto a qualidade do ar quanto o estado dos revestimentos. Mofo nas juntas de azulejos, pintura que descasca, odores persistentes: esses problemas estão mais relacionados à decoração do que ao equipamento técnico subdimensionado ou mal mantido.

O novo DPE valoriza explicitamente os sistemas de ventilação eficientes. Substituir uma VMC autorregulável por um modelo higrorregulável do tipo B representa um investimento moderado que melhora o conforto percebido em cada ambiente, reduz o consumo de aquecimento relacionado às perdas por renovação de ar e pode fazer ganhar uma letra no diagnóstico.

  • Verificar o estado das bocas de extração (cozinha, banheiro, WC) pelo menos uma vez por ano
  • Nunca obstruir as entradas de ar localizadas acima das janelas, mesmo no inverno
  • Fazer o controle do grupo VMC a cada três a cinco anos por um profissional

Embelezar um ambiente passa tanto pelo que se instala na parede quanto pelo que se integra no teto ou atrás de uma divisória. O equipamento técnico condiciona a longevidade da decoração visível. Um belo reboco de cal aplicado em um banheiro mal ventilado se degradará em poucas temporadas. O mesmo reboco, associado a uma extração de ar corretamente dimensionada, manterá sua aparência por anos.

Como escolher bem os equipamentos para valorizar cada ambiente da casa